Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 19/09/2020

Nelson Mandela, um importante líder africano, defendeu a ideia de que o aprendizado é a principal ferramenta para mudar o mundo. De fato, tal argumento é valioso para melhorias e, nessa perspectiva, houve a reestruturação da “Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, sugerido durante o governo Temer, com o fito de preparar os discentes para as transições do mercado de trabalho. Entretanto, é essencial haver investimento compatível com as exigências previstas em leis e, também, o acompanhamento dos alunos frente às escolhas profissionais.

A princípio, é fundamental compreender que, apesar de trazer a concepção de melhorias urgentes para o Brasil, é preciso entender que os recursos para a adaptação devem caminhar junto com tais mudanças. Nesse viés, o portal de notícias “G1” denunciou a queda de quase 20% nos recursos destinados a formação educacional no país, o que revela o despreparo governamental quanto a defesa de ajustes do ensino, com os cortes das verbas para as escolas públicas. Nesse patamar, há uma incoerência nas medidas adotadas que previam amenizar a evasão escolar e o preparo do jovem para atividades trabalhistas, por não haver disponibilização adequada de recursos financeiros, seja para a construção de novos espaços para recebimento dos discentes, seja na aquisição de instrumentos de aprendizado que atendam esse cenário.

Outrossim, é crucial compreender que a transição entre as fases de adolescentes para cidadãos adultos traz dúvidas na formação de muitos jovens. A teledramaturgia “Malhação” abordou esse paradigma que, durante a formação dos alunos, é preciso debater sobre as escolhas profissionais em um ambiente heterogêneo de conhecimento como, também, haver a presenças de psicólogos, para dar suporte a essa parcela social diante de tais reformas. Essa linha de raciocínio é coerente com os pensamentos de Paulo Freire, importante educador contemporâneo brasileiro, que ver a instituição de estudo como um ambiente que propõe ferramentas para autoconhecimento e, como consequência, possibilita a visão do mundo e como transformá-lo. Desta forma, ao preparar a sociedade em formação, também estará preparando-os para as necessidades atuais das empresas.

Portanto, estratégias devem ser tomadas para melhorar essa questão. Logo, o Governo Federal – órgão responsável em consolidar o bem-estar social e empresarial – deve aumentar os recursos financeiros para o ensino, por meio do redirecionamento de parte dos impostos arrecadados pela sociedade, com a finalidade de investir na aquisição de ferramentas que melhorem o ensino atual no país e, também, na contratação de equipes multidisciplinares para o acompanhamento psicológico dos discentes. Assim, as concepções de Mandela serão efetivadas no Brasil.