Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 06/11/2020
Na contemporaneidade, um dos assuntos de recorrente discussão no Brasil é a reforma do ensino médio e seus impactos. Percebe-se falhas na educação no país, ao analisar o índice de estudantes que possuem êxito ao prestar vestibular. Segundo “Jornal Folha de São Paulo”, 81% dos alunos que conseguem adentrar em uma universidade federal são provenientes de escolas privadas, enquanto vestibulandos de instituições públicas encontram-se em uma realidade frustrante de exclusão por não obterem preparação e estrutura adequada. Portanto, é necessário entender suas vertentes para resolução da problemática.
A priori, vale ressaltar que apesar das propostas reformistas do ensino médio serem teoricamente benéficas, tendo em vista que abarcaria a implantação de cursos técnicos e um Exame Nacional do Ensino Médio(ENEM) por série, aumentando a preparação e oportunidades para ingressar em uma universidade pública, na prática a situação é de imbróglio na educação brasileira. À vista disso, os colégios públicos não possuem estrutura e os devidos investimentos para aplicar tais reformas, fazendo com que as instituições particulares mais uma vez passem à frente, e despondo a desigualdade social.
Ademais, convém mencionar a falta de comprometimento do governo com a qualidade didática do país. Prova disso é o ocorrido no ano de 2020, no qual o Brasil ficou sem um Ministro da Educação por quase dois meses, sem nenhum tipo de substituição temporária para administração do cargo. Tal atitude demonstra a desfeita do governo brasileiro com o avanço da nação no ramo educacional, pois sem sua vistoria responsável e suporte adequado, independentemente das reformas propostas voltadas à questão pedagógica nenhum avanço e melhoria será alcançado.
Portanto, torna-se necessário a intervenção estatal imediata para a resolução da problemática. Logo, é imprescindível estabelecer leis à risca tanto para fiscalização de cumprimento das tarefas dos governantes quanto para as verbas direcionadas aos projetos em questão, a fim de evitar desvios de dinheiro, garantindo a realização destes, que por conseguinte, tornará o acesso à educação de qualidade muito mais acessível, com o intuito de diminuir a comercialização da educação e abordar a temática como algo necessário e essencial para a sociedade, e não como um produto. Quem sabe assim, o mundo se torne menos como o de Charles Darwin: “Sobrevivem apenas os fortes e os mais adaptados ao ambiente”.