Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 15/07/2021

A educação, para o filósofo Rousseau, deve ser voltada para o bem comum dos indivíduos. No entanto, para compreender os impactos da reforma do ensino médio no Brasil se faz necessário  considerar os impactos em questões como estrutura e desenvolvimento de habilidades que se apresentam diante dos jovens.

Como primeira análise, deve-se observar as necessidades que os alunos e o corpo social contemporâneo apresentam. Exemplo disso o desenvolvimento crítico, fundamental para associar e solucionar questões a sua volta, vinculado em equilíbrio com a habilidade técnica a ser inserida.  Entrentanto, sua inserção no modelo de ensino deve ser observada como uma prática de desenvolvimento hábil e questionador e não sendo apenas como um método de “linha de produção”, como observado na Segunda Revolução Industrial, em que a superespecialização dos indivíduos causa uma perda da compreensão do sistema como um todo.

Além disso, a realidade do ambiente físico e da capacitação dos profissionais de educação são  questões a serem levadas em consideração sobre esse novo modelo. Visto que, a falta de recursos, como exemplo laboratórios e equipamentos, e o conhecimento aprofundado sobre as áreas gerais a serem implantadas podem privar o aluno do conhecimento em nível adequado para sua formação básica técnica e geral. Algo observado pelo filósofo Michel de Montaigne ao análisar o ensino como algo para vida e não como um ato repetitivo, mas para que isso seja concretizado faz-se fundamental uma estrutura adequada.

Nesse contexto, portanto, os impactos da reforma do ensino médio podem ser bem positivos, desde que execultados de forma acertiva. E para isso, se faz urgente um maior preparo dos profissionais de educação quanto ao novo modelo, sendo isso feito através do Ministério da Educação (MEC) com o desenvolvimento de cursos de capacitação para cada uma das grandes áreas do conhecimento e com destaque para as inter-relações existentes entre elas, e que possam ser de fato usufruídos e conhecidos por toda a população, seja ela dos grandes centros ou de regiões carentes do país. Ademais,  deve ocorrer uma melhor distribuição de centros escolares técnocientíficos pelas comunidades por meio de incentivos do MEC junto ao Mistério da Economia,  pois tal difusão melhora e disponibiliza laboratórios  e equipamentos que podem ser usados para aprofundamento técnico e crítico dos jovens.