Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 24/07/2021

A Constituição Federal que foi promulgada em 1988 garante o direito social como a educação inerente ao cidadão brasileiro. Entretanto, essa prerrogativa não tem sido efetiva, na prática do contexto atual da educação quando se fala dos possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio. Sob essa ótica, o debate sobre essa reforma, mostra o precário serviço da educação no país que prioriza a exclusão de oportunidade de um grupo em detrimento de outro, ferindo o que diz a Constituição brasileira no quesito que todos são livres nas suas escolhas, opiniões e pensamentos.

Em primeira análise, a falta de controle e regras do Ministério da Educação em relação aos índices educacionais, transparece o precário serviço educacional do País, onde a escolha por uma carreira técnica, poderá levar a precarização do ensino médio e isso é um fator que agrava a temática. Esse quadro de inoperância das esferas de poder, exemplifica a Teoria das Instituições Zumbis, do Sociólogo Zygmunt Bauman que as descreve como presentes na sociedade, mas que não cumprem o seu papel com eficácia. Desse modo, é imprescindível que, para a refutação da Teoria do estudioso Polonês, essa problemática seja revertida.

Em segunda análise, deve-se pontuar que a imposição da escolha por um ou outro modo de ensino, nega a oportunidade do conhecimento aos estudantes que se escolherem o ensino técnico, abrem mão de uma grade curricular ampla das disciplinas gerais. Nesse aspecto, evidencia-se que, grande parte dos estudantes desconhecem o seu poder de escolha e certamente não sabem que, qualquer que seja ela, seu histórico escolar vai carecer de conhecimentos que lhes são negados. Segundo a filósofa Simone de Beauvoir, mais escandalosa que a existência de uma problemática é o fato de a sociedade se habituar a ela. Nese viés, ao traçar um paralelo com a temática sobre os impactos da reforma do ensino médio, nota-se que a educação é imposta pelo poder público e essa questão social, tornou-se normatizada.

Dessa maneira, urge que a população estudantil necessita de esclarecimentos necessários para que essa realidade seja do conhecimento e escolha de todos e não uma imposição vertical. Portanto, faz-se necessário que se invista no processo de educação estudantil para todos com o objetivo de que os próprios estudantes tenham poder de conhecimento e escolha. Para isso, é relevante que o Ministério da Educação elabore projetos eficazes para promover o respeito a classe estudantil, colocando-os a parte da reforma no ensino médio, seus impactos e os assuntos que lhes digam respeito por meio de lives, anúncios online, propagandas televisivas e nas redes sociais a fim de integrar todos os indivíduos sem distinção, o direito social à educação previsto na Constituição da nação verde-amarela.