Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 29/07/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê em seu artigo 6º, o direito à educação inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, com a nova reforma do Ensino Médio, reforma que implementará o ensino técnico e integral nas escolas, aumento de 200 horas na carga horária anual e mudanças na grande curricular que entrará em vigor no ano de 2022, distanciará muitos cidadãos desse regimento presente na Constituição. Nesse prisma, devido a negligência do governo em disponibilizar verbas para as instituições de ensino e por muitos educadores não possuírem licenciatura ou preparo para lecionarem no ensino técnico, essa reforma ao invés de trazer benefícios irá prejudicar alunos e professores.
De início, é notório que a maior parte dos alunos brasileiros estão inseridos em escolas públicas onde são sujeitos a um ensino que apresenta precariedades quando relacionados a infraestrutura e matérias didáticos, e com a adoção de um ensino integral, um ensino que requer um maior investimento nessas áreas, sem as verbas necessárias, irá agravar ainda mais essas situações. Nessa perspectiva, segundo o site Ubes, a verba para adoção do integral chega apenas a cerca de 3% das escolas do País, demonstrando uma negligência governamental em relação adoção do ensino integral. Nesse viés, o filósofo Thomas Hobbes afirma que “O Estado é responsável por garantir o bem-estar da população”, ou seja, o governo brasileiro é responsável por garantir aos estudantes e pedagogos condições melhores de educação, para que assim seja favorável a implementação do ensino médio integral.
Ademais, é evidente o quanto a profissão de professor é desvalorizada no Brasil, e com a concessão prevista na reforma, professores que disporem de um conhecimento básico sobre as disciplinas do ensino técnico poderão dar aulas, desvalorizando ainda mais essa profissão e prejudicando a aprendizagem dos estudantes. Nesse cenário, de acordo com o site Ubes, para dar uma boa aula é preciso dominar a didática, é preciso conhecer o processo de ensino-aprendizagem. Isso se aprende nos cursos de pedagogia e nas demais licenciaturas. Desse modo, é imprescidível a adoção de medidas que venham combater a problemática em questão.
Em vista dos fatos abordados, faz-se necessárias a adoção de medidas que venham amenizar os impactos negativos da reforma brasileira do Ensino Médio. Por isso, cabe ao governo federal, em parceria com o Ministério da Educação, proporcionar aos educadores e educandos melhores condições educacionais, por meio de disponibilização de verbas que visam reformar a infraestrutura das instituições de ensino, enriquecimento no acervo de livros e materiais didáticos e meidiante a cursos gratuitos profissionalizantes aos professores acerca das matérias técnicas, a fim garantir uma reforma do Ensino Médio benéfica os brasileiros. Somente assim, o artigo 6 será garantido.