Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 06/08/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Tal prerrogativa não se tem reverberado com ênfase na prática, em que se observa os possíveis impactos da reforma brasileira do ensino médio, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a precarização do ensino.

Nesse sentido, a educação integral não pode gerar apenas crescimento nos índices educacionais com carga horárias superiores, tem por obrigação priorizar a formação humana dos alunos . Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Lucke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar que a reforma deve promover condições de trabalho mais favoráveis aos professores, deixando de ser um  fator impulsionador da precarização do ensino no Brasil. Dados divulgados pelo portal Blog do Linhares relatam que, menos de 70% da carga horária seria obrigatória de todas as disciplinas, a ser definido na base nacinal comum  (currículo). Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, medidas são necessárias para resolver essa situação. Para isso, o governo federal, deve, por meio de uma parceria com o Ministério da Educação, promover palestras ministradas por especialistas, sobre a importância de agir diante da precarização do ensino. Assim, pode ser feita pela abordagem da temática, desde o Ensino Fundamental, uma vez que as gerações estão cada vez mais cedo imersas na realidade das novas tecnologias, contando a capacitação prévia dos professores acerca dos novos meios comunicativos, com o intuito de promover a erradicação desse problema.