Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 18/08/2021
Devido ao seu caráter mercantil, em detrimento do educacional-crítico, a reforma do ensino médio tem gerado grande dissenso entre os brasileiros. Visando claramente a especialização do mercado de trabalho, essas medidas geram tanto benefícios quanto malefícios na formação dos jovens: por um lado, garantem uma maior profissionalização do mercado, por outro, a diminuição da carga horária de disciplinas de caráter crítico contribui para a falta -já deveras grave- de pensamento crítico na sociedade, além de ser uma válvula de escape para a falta de investimentos no setor educacional.
Promulgada pelo atual governo, ela visa flexibilizar o currículo escolar dos alunos e inserir o ensino técnico na gama de matérias disponíveis, em uma repartição de 40% da carga horária total desse para 60% do ensino regular. O intuito é promover uma educação mais específica e direcionada para cada carreira, nos moldes do sistema norte-americano, além de capacitação para a vida profissional. Isso é benéfico na medida em que o estudante tem contato com as matérias que efetivamente quer seguir carreira, o que motiva a vontade de aprendizado, visto que ele estudará o que gosta. Ademais, principalmente para aqueles que não irão adentrar ao ensino superior, o ensino médio agora poderá garantir uma formação profissional, criando mão de obra mais qualificada e com mais chances de empregabilidade.
Promulgada pelo atual governo, ela visa flexibilizar o currículo escolar dos alunos e inserir o ensino técnico na gama de matérias disponíveis, em uma repartição de 40% da carga horária total desse para 60% do ensino regular. O intuito é promover uma educação mais específica e direcionada para cada carreira, nos moldes do sistema norte-americano, além de capacitação para a vida profissional. Isso é benéfico na medida em que o estudante tem contato com as matérias que efetivamente quer seguir carreira, o que motiva a vontade de aprendizado, visto que ele estudará o que gosta. Ademais, principalmente para aqueles que não irão adentrar ao ensino superior, o ensino médio agora poderá garantir uma formação profissional, criando mão de obra mais qualificada e com mais chances de empregabilidade.
Diante do exposto, cabe a sociedade em geral protestar para que se efetive um maior investimento em educação, visto que não basta garantir um método sem que haja infraestrutura para suportá-lo. Através de protestos, passeatas, greves e pressão aos parlamentares e chefes do executivo, a população deve exigir melhorias nas escolas, no salário e no corpo de professores, promovendo um ensino público de qualidade, sem que haja a necessidade de cortes, de verbas ou de conhecimento.