Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 27/10/2021

“Educação não transforma o mundo, educação muda as pessoas e pessoas transformam o mundo”, Paulo Freire, um pensador, friza em sua frase a importância da educação, consequentemente, do âmbito escolar na vida de todos. À vista disso, a nova reforma do Ensino Médio é um divisor de opiniões, já que com certeza é uma possibilidade do estudante escolher sua trajetória de ensino, além, de ser uma tentativa de fazer com que estudem mais. Entretanto, a acentuação da desigualdade na sociedade hodierna e a precáriedade nos futuros profissionais se tornam problemáticas a serem tratadas.

Em primeira análise, vale ressaltar que para escolas públicas a dificuldade de aderir essa reforma é real e a falta de infraestrutura é um precursor para tal, assim, o descaso e a falta de apoio nas áreas mais precárias, faz com que a reforma do ensino médio para muitos seja superfula. Sem contar que diversos jovens estudam e trabalham, o que já é um desafio para se conciliar atualmente, com a carga horária aumenta, será praticamente impossível e com isso haverá um desfalque na educação de muitos, aumentando a evasão escolar, visto que irão optar por seus empregos, que são essenciais para seu sustento. Em um levantamento da consultoria IDados aponta para um total de 924 mil alunos do ensino público com dupla jornada, de acordo com dados apresentados em 2019.

Outrossim, o novo Ensino Médio obriga aos estudantes fazerem escolhas precoces que definirá a sua carreira profissional. Sem a maturidade necessária poderá acarretar ao arrepedimento futuramente, perdendo tempo com uma nova escolha, além, da possibilidade de formar profissionais desmotivados e incapacitados. Ademais, algumas disciplinas perderam a obrigatoriedade e com isso corre o risco do aluno deixar de aprender conteúdos de suma importância para inserir- se na sociedade. Kant em sua frase “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, ressalta o quão importante é todo o conhecimento escolar.

É evidente, portanto, que há necessidade de serem tomadas ações para amenizar taís problemáticas relacionadas aos possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio. Destarte, cabendo ao governo conceder mais apoio as escolas públicas e atenção aos jovens de jornada dupla,  no intuíto de diminuir a evasão escolar e melhorar as condições das escolas para que tenham a possibilidade de aderir o novo Ensino Medio. Também, ao Ministério da Educação reavaliar taís mudanças, reorganizando a grade curricular e pensando nos jovens profissionais futuros realizados e com qualificação adequada, fazendo com que uma matéria não seja mais importante que a outra, mas que houvesse maior fluidez dos conteúdos, possibilitando a troca da escolha de profissão. Só dessa forma, será possível a educação frizada por Paulo Freire.