Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 07/11/2021
No convívio social brasileiro, o debate acerca da implementação do novo ensino médio tem obtido grande notoriedade, visto que a educação no país necessita, urgentemente, de melhorias. No entanto, essa mudança tem sido alvo de muitas críticas, pois o público alvo, professores e alunos, não sabiam dessa medida provisória. Esse cenário duvidoso atesta ser necessária uma conduta mais expressiva do Estado e da sociedade civil com o escopo de promover uma educação proveitosa a todos.
Em primeira análise, o BNCC é um dos responsáveis pela reforma do ensino médio, cabe a ele promover um currículo escolar favorável a rede pública e privada de ensino. Porém, após ser divulgado o documento, em 2018, muitos profissionais da área de educação acharam um pouco ousado, visto que a gestão governamental defendia a exclusão de matérias obrigatórias como filosofia e sociologia, o aumento da carga horária e a implementação de conteúdos para o aprofundamento do ensino. Além disso, o investimento em educação no Brasil nem sempre foi satisfatório, muitas escolas não possuem infraestrutura para cumprir com as medidas impostas pelo BNCC. Esse panorama mostra a falta de diálogo entre governo e sociedade além do descaso do Governo em investir na educação.
Ademais, poucas escolas, principalmente as públicas, conseguem conter a evasão escolar, pois, para muitos alunos, as matérias vistas em sala não serão proveitosas para a vida no mercado de trabalho. Logo, aumentar a carga horária de ensino se mostra quase impossível de promover nessas instituições. No entanto, o documento do BNCC exige a implementação de conteúdos extras escolhidos pelos docentes para aprofundar durante o ensino médio. Essa medida, apesar de positiva, possui uma falha, visto que o aluno terá que fazer essa decisão em seu 1° ano de ensino médio, ou seja, se já não bastasse a pressão do vestibular, o adolescente terá que pensar antecipadamente qual área do conhecimento ele possui mais aptidão. Essa escolha poderá vir a ser duvidosa caso o aluno não possua maturidade para fazê-la.
Portanto, com o fito de promover uma educação de qualidade a todos, cabe ao Poder Público promover uma discussão, com alunos e professores, sobre quais medidas do BNCC são positivas e quais são negativas para eles, por meio das redes sociais, visto que estas possuem grande influência em criar uma ponte de comunicação entre Estado e sociedade civil. Ademais, compete a mais famílias e escolas fomentarem uma cultura crítica em relação a decisões governamentais que afetem a realidade educacional do país, por meio de debates familiares e informes elucidativos no ambiente escolar, os quais promovam uma maior informação acerca de como prosseguir com o novo ensino médio e as decisões que o aluno terá que fazer impostas pelo documento governamental.