Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 17/06/2022
Historicamente, a educação pública tornou-se obrigatória, a partir de 1988, com a Constituição Cidadã que fora responsável pela implantação do direito a melhores condições de vida a população mais pobre. No entanto, a atual proposta de reforma brasileira do ensino médio promove possíveis impactos referentes à fragmentação do conhecimento e ao aumento da desigualdade social.
Nesse sentido, os sociólogos Adorno e Horkheimer, intelectuais da Escola de Frankfurt, foram responsáveis pela análise do impacto do sistema capitalista no estilo de vida dos indivíduos. Assim, intitularam o termo “Razão Instrumental”, ou seja, a utilização da inteligência, pelas grandes corporações, como ferramenta para a criação de falsas necessidades a fim de proporcionar consumo e lucro abrangente. Essa realidade, relaciona-se a reforma do ensino médio na medida que o aluno possuirá a falsa ideia de autonomia para escolher quais aulas assistir na escola, porém estará sendo ativo na fragmentação do próprio conhecimento.
Diante disso, outro impacto da reforma do ensino médio é o aumento da desigualdade social visto que diferentes regiões socioeconômicas do Brasil, com diferentes estruturas escolares, possuirão amparos governamentais divergentes para a implantação das mudanças na educação. Ademais, o geógrafo Pedro Pinchas efetivou as diferenças existentes nas regiões do país e nomeou “Os 3 brasis”. Segundo o estudioso, existem as áreas Amazônia, Nordeste e Centro-Sul as quais historicamente possuíram estímulos distintos -financeiro, social e industrial- fato que torna a modificação do sistema de aprendizagem diferente, pois determinados locais terão mais oportunidade para implementação das mudanças -cursos técnicos e aumento da carga horária- que outros.
Em suma, para evidenciar os impactos da reforma do ensino médio é imperioso que o Ministério da Educação promova campanhas de conscientização nas escola. Para realizar a proposta deve-se instruir os professores de ciências humanas a dar aulas explicando o projeto, a fim de que os alunos entendam a fragmentação do conhecimento e ao aumento da desigualdade social estimulada pela proposta.