Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 11/08/2022
Um dos mais importantes deveres do governo em relação à população é a garantia do ensino de qualidade, como citado na Constituição Federal de 1988. Com base nesse dever, o Estado sancionou o Novo Ensino Médio no Brasil, visando tranformar as fontes de aprendizado e complementar a educação com experiências práticas e regulares. Sendo assim, é de plena importância analisar os possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio, dando ênfase às novas oportunidades e aos problemas por ela gerados.
Em uma primeira análise, de maneira positiva, o novo ensino proporciona uma carga horária especial para educação profissional, levando o aluno a experenciar inúmeras possibilidades. Anteriormente, o escritor e palestrante, Augusto Cury, citou que, nas escolas clássicas, os jovens tornam-se uma platéia passiva e entediada. Agora, os mesmo podem ser protagonistas do próprio desenvolvimento ao receber aulas voltadas para capacitação, praticando e aplicando conceitos que aprenderiam apenas na fase adulta. Com efeito, o estudante ganha autonomia para direcionar seus esforços para carreira que mais lhe fizer sentido.
Por outro lado, os sistemas de avaliação, como o Exame Nacional do Ensino Médio, continuam sendo aplicados com base nas antigas métricas. Nesse caso, o pensamento de muitos que desejam ingressar na universidade segue em linha com o pensamento do filósofo e político italiano, Nicolau Maquiavel, que diz que os fins justificam os meios. Então, como a avaliação será conteudista, o estudante deixa de lado as mudanças do ensino para focar nas disciplinas do vestibular. Dessa forma, a boa intenção do governo perde sua efetividade por ser incompleta.
Em suma, é evidente a necessidade de se lidar com os impactos da reforma brasileira do Ensino Médio. Portanto, é dever do Ministério da Educação mudar a maneira de ingresso nas universidades públicas, por meio de novos métodos de avaliação do aluno, os quais terão como finalidade verificar não só o conhecimento geral, mas também, a capacidade do jovem de ingressar e adaptar-se adequadamente no mercado de trabalho. Por fim, o corpo escolar brasileiro, proverá ao país um contingente de profissionais mais preparados para realizar um bom trabalho no desenvolvimento da pátria.