Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 25/08/2022
Consta na Constituição Federal de 1988, no Artigo 205: a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Nesse viés, é necessário debater os desafios da implantação do Novo Ensino Médio no Brasil, bem como, questionar o sistema dos futuros processos seletivos. Além disso, é preciso abordar o prejuízo das discrepâncias na formação do indivíduo vítima da desigualdade social.
A princípio, a realidade vivenciada por Willian, na obra cinematográfica “O menino que descobriu o vento”, em que retrata a evasão escolar, por causa da situação financeira da família. Assim, fica evidente a disparidade no ensino de jovens, sobretudo pela classe social. Do mesmo modo, a distribuição da educação de qualidade se torna desigual, pois os objetivos não são cumpridos, já que, os projetos implantados não chegam aos alunos da devida forma.
Ademais, ainda com a modernização do sistema alguns pensamentos permanecem atemporais, como o filósofo Immanuel Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele.”. Logo, a adaptação aos novos modelos devem acontecer de forma gradual, assim como, as alterações dos processos seletivos, de modo que seja coerente com a formação do aluno durante todo o Ensino Médio.
Em síntese, em vista da realidade da educação brasileira, é preciso abordar os desafios da implantação do Novo Ensino Médio no Brasil. Portanto, é dever do Ministério da Educação, por meio de verba pública, investir em projetos e meios que motivem os alunos a frequentar a escola, de modo que torne a adaptação mais fácil, a fim de obter um cidadão que tenha condições de colaborar com a sociedade, como prevê a Constituição Federal de 1988.