Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 11/10/2022

A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação para todos os brasileiros. Embora, exista uma problemática situação referente ao Novo Ensino Médio. O Ministério da Educação propôs reformas no ensino médio, como o aumento da grade curricular e transformações nas estruturas educacionais. Porém, a reforma acarretará na precarização do ensino, na formação critíca dos estudantes e na infraestrutura das escolas.

De início, deve-se pontuar que, a proposta do novo ensino médio é aumentar o tempo minímo de permanência dos estudantes nas instituições escolares, mas muitas escolas não possuem infraestrutura necessária para suprir as novas mudanças. Segundo uma pesquisa do jornal Agência Brasil, 77,4% das escolas públicas não possuem infraestrutura prevista em lei. Logo, é evidente a dificuldade de ser colocada em prática.

Além da má infraestrutura, a reforma prejudicará o ensino, precarizando-o. Com mudanças na grade curricular e obrigatoriedade de algumas matérias que julgam importante para se profissionalizar, o aluno não desenvolverá seu lado crítico. A transformação do ensino médio visa que estudantes terminem os estudos e estejam prontos para o mercado de trabalho.

Portanto, destaca-se a importância de revisar essa mudança e combater esses problemas. Para isso, é essencial que o Ministério da Educação com ajuda de orgãos educacionais, por meio de reuniões e debates, elaborem projetos que corrijam a grade curricular para que os estudantes desenvolvam senso crítico e também, que elaborem orçamentos a serem enviados as escolas para suprir as infraestruturas básicas. Dessa forma, ao ser colocada em prática, terá êxito no Novo Ensino Médio, em que estudantes terão oportunidades de aprendizagem de qualidade e o Estado desempenhará sua função de assegurar os direitos.