Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 20/05/2023
Na Grécia antiga, o filósofo Socrátes defendia a gratuidade do ensino e a ampliação do poder de crítica através da educação. Entretanto, no Brasil atual, tal defesa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a nova reforma do ensino médio que tem como objetivo reduzir a capacidade de questionamento social do aluno. Diante essa perspectiva, faz-se imperiosa análise das causas e consequências dessas mudanças para a educação brasileira.
Em uma primeira análise, deve-se salientar que a reformulação do ensino médio tem como objetivo a formação tecnicista do estudante, ofertando aos mesmo curso profissionalizantes durante o ano letivo. Contudo, tal linha pedagógica vai de oposição a formação crítica e social do discente por predominar principalmente a inserção no mercado de trabalho.
Ademais, é fundamental apontar que, segundo o relatório de medidas provisória publicada em 2017, a grade curricular do novo ensino médio propõe a redução de carga horária de disciplinas como Filosofia, Sociologia e História. Tal redução dessas disciplinas supracitadas dificulta o desenvolvimento cognitivo do individuo e seu papel mais ativo na sociedade.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse obstáculos. Para isso, é imprescídivel que o Estado, por intermédio de mais recursos reservados para educação, tais como a valorização dos professores, bolsas de permanências para alunos em situações de vunerabilidade e melhorias em infraestruturas nas escolas. Além disso, precisa-se de mais fluidez dos conteúdos ministrados e não visando indice do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Assim, se consilidará em uma sociedade mais envolvida no seus direitos e deveres.