Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio

Enviada em 20/08/2024

Paulo Freire, filósofo brasileiro, destaca que “A educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas, as pessoas mudam o mundo”. Todavia, em virtude da implementação do Novo Ensino Médio ser uma realidade na sociedade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público atua de modo ineficaz e, pior, não exerce a educação conforme os ideais de Paulo Freire. Sob essa perspectiva, é possível analisar o retardo de áreas estudantis e a falsa liberdade de escolha dada aos alunos como os pilares do problema.

De início, percebe-se que o retardo das áreas de ensino fomenta a permanência do entrave na sociedade, dado que, segundo dados do site CNN, 7 a cada 10 jovens que concluíram o ensino médio não possuem o conhecimento adequado nas áreas de matemática e língua portuguesa, logo, sendo correspondente ao elevado índice de analfabetos e pessoas não qualificadas formalmente ao mercado de trabalho, induzindo significativamente no aumento do desemprego. Isso porque, lamentavelmente o estudante não questiona a relidade que está inserido.

Além disso, vale ressaltar a falsa liberdade de escolha como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, dado que, de acordo com o IDEB (Índice de Desenvolvimento Estudantil), aproximadamente 50% dos municípios brasileiros possuem apenas um colégio estadual. sendo incoerente com a opção de escolha proporcionada, na qual o aluno que não se adequar em um itinerário ofertado em seu colégio, por direito poderá estudar em outra unidade. ocasionando na frustração do estudante, além da incapacidade ornamental em propor um ensino técnico selecionado pelo aluno. Partindo desses pontos, é notório como o Novo Ensino Médio não está apto a ser implementado no atual cenário brasileiro.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam o problema. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve revogar a nova proposta de ensino, por meio de um debate democrático e parlamentar. Assim, a incialização de uma reunião, colocando em concordância os interesses sociais e as medidas necessárias que configurem o sistema de ensino de forma coerente, para que, por fim, haja a moldagem correta do Novo Ensino Médio e a democratização do ensino ofertado à população brasileira.