Possíveis impactos da reforma brasileira do Ensino Médio
Enviada em 21/08/2024
Paulo Freire, filósofo brasileiro, destaca que “A educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas, as pessoas mudam o mundo”. Todavia, em virtude da implementação do Novo Ensino Médio ser uma realidade na sociedade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público atua de modo ineficaz e, pior, não exerce a educação conforme os ideais de Paulo Freire. Sob essa perspectiva, é possível analisar o retardo de áreas estudantis e a falsa liberdade de escolha dada aos alunos como os pilares do problema.
De início, percebe-se que o retardo das áreas de ensino fomenta a permanência do entrave na sociedade, dado que, segundo dados do site CNN, 7 a cada 10 jovens que concluíram o ensino médio não possuem o conhecimento adequado nas áreas de matemática e língua portuguesa, logo, sendo correspondente ao elevado índice de analfabetos e pessoas não qualificadas formalmente ao mercado de trabalho, induzindo ao aumento do desemprego. Isso porque, lamentavelmente o estudante não questiona a relidade que está inserido.
Além disso, vale ressaltar a falsa liberdade de escolha como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, dado que, de acordo com o IDEB (Índice de Desenvolvimento Estudantil), aproximadamente 50% dos municípios brasileiros possuem apenas um colégio estadual, assim, sendo incoerente com a opção de escolha proporcionada, na qual o aluno que não se adequar em um itinerário ofertado em seu colégio, por direito, poderá estudar em outra unidade, ocasionando na frustração do estudante, culminando em casos como o da grande crescente de evasões escolares enfrentadas pelo país. Partindo desses pontos, é notório como o Novo Ensino Médio não está apto a ser implementado no atual cenário brasileiro.
Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam o problema. Nesse sentido, o MEC (Ministério da Educação) deve revogar a nova proposta de ensino, por meio de um debate democrático e parlamentar. Assim, sendo necessária uma reunião, colocando em concordância os interesses sociais e as medidas necessárias que configurem o sistema de ensino de forma coerente, para que, por fim, haja a moldagem correta do Novo Ensino Médio e a democratização da educação.