Preconceito Linguístico

Enviada em 10/10/2025

Segundo Maya Angelou, “O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível”. Sob essa perspectiva, é nítido no Brasil o preconceito linguístico, pessoas que são desvalorizadas pela forma como falam, o fato é grave e convém ser analisado. Nesse sentido, pode-se afirmar que a problemática é decorrente da desigualdade social e de uma visão etnocêntrica.

Primeiramente, é válido destacar que a desigualdade presente no corpo social contribui com a perpetuação do problema. Isso ocorre pela falta de políticas públicas que visem retirar as pessoas da linha da pobreza e dar a elas acesso a trabalho e educação em sua própria cidade natal. A esse respeito, no livro “Vidas Secas” o autor Graciliano Ramos expõe a dura realidade de retirantes nordestinos que fogem da seca e da fome. Sob esse viés, pode-se depreender que as pessoas que não tem acesso aos seus direitos básicos como educação, alimentação e saúde são obrigadas a sair de sua região e buscar seus direitos em outros lugares. Logo, esses cidadãos são vistos com indiferença por terem uma cultura diferente e aparentemente falarem errado, causando a eles mais dificuldades no novo local.

Ademais, é importante salientar que uma visão etnocêntrica colabora com a problemática. Isso gera uma ideia de que apenas uma cultura é certa e que apenas um jeito de falar e se expressar é correto. A exemplo disso, Darcy Ribeiro no livro “O Povo Brasileiro”, valoriza a formação multicultural do Brasil e critica a marginalização das culturas indígenas e africanas. Sob essa ótica, pode-se compreender que o Brasil foi formado por meio da mistura de vários povos e ao desvalorizar um grupo social pela sua forma de falar e se expressar a sociedade está desvalorizando a história do próprio país e dando voz ao preconceito.

Portanto, medidas precisam ser tomadas para amenizar a situação. O governo - órgão responsável por garantir a condição de existência a todos - deve trabalhar para extinguir o preconceito linguístico, por meio de investimentos em água, educação e saúde, para que as pessoas possam continuar vivendo em suas cidades. Além disso, promover palestras na escolas sobre o tema com objetivo de coscientizar os cidadãos sobre o respeito as formas diferentes de se expressar, com a finalidade de garantir o todos os brasileiros o cumprimeto dos seus direitos.