Preconceito Linguístico

Enviada em 29/10/2025

Sendo o individualismo o maior conflito da pós-modernidade, segundo o filósofo Zygmunt Bauaman, a parcela da população tende a não reconhecer os desafios do preconceito liguístico como entrave recorrente. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: lacuna educacional e naturalização do comportamento.

Em primeiro lugar, é importante destacar a falha educacional como promotora do problema, Nesse viés, o educador Paulo Freire, em sua obra ‘‘Cidadão de Papel’’, critica o conteudismo escolar, afirmando que a escola precisa romper com os métodos ultrapassados , que nublam a percepção do indivíduo sobre os entraves sociais. Dessa forma, a máxima do pensador vai de encontro ao comportamento de muitas instituições escolares que, certamente, negligênciam atividades sobre variação linguística, por adotar um viés tradicional que não prepara o indivíduo para viver em coletividade e respeitar outros falantes da língua portuguesa. Logo, é inadmissível esse cenário perdurar.

Ademais, é imperativo ressaltar a naturalização do comportamento como potencializadora da problemática. Acerca disso, segundo o filósofo Adolfo Vaquez, a frequência de um determinado evento ocasionaria em sua naturalização. Sendo assim, a existência de boa parte da população que pratica o preconceito linguístico é visto com naturalidade e indiferença, uma vez que diversas pessoas são vítimas de humilhações por falarem ou escreverem, de maneira diferente daquela estabelecida como padrão. Desse modo, tais grupo enfretam diversos entraves para à consolidação de uma vida digna, exemplifica-se na inserção do mercado de trabalho, onde são excluidos em razão do sotaque ou da forma de falar.

Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pela educaçao do paíspopulação promova atividades educativas sobre o preconceito linguisticos, Tal ação deve ser feita através de palestras conduzidas por diversos falantes da língua portuguesa, a fim de promover um pensamento responsável da população e valorizar a diversidade linguística.