Preconceito Linguístico

Enviada em 08/07/2026

A variação linguística está presente na nossa fala por meio do contexto regional, histórico, social ou situacional. Todavia, fatores como assédio e estereótipos de linguagem são alguns dos responsáveis pelo chamado preconceito linguístico, que resultam em impactos socioeconômicos negativos para a sociedade brasileira.

O preconceito linguístico é causado a partir do momento em que um grupo é humilhado pelo seus sotaques e dialetos. Segundo dados de jornais como G1, cerca de 30% dos brasileiros passam, ou já passaram por este tipo de preconceito e os principais aspectos analisados no perfil dos afetados são o regional e social. A motivação principal para essa discriminação é o mito da norma culta, no qual acredita-se que a gramática normativa tradicional é a única válida, desvalorizando a pluralidade linguística do nosso país.

Outro fator importante é a estereotipização, que envolve a caracterização de uma pessoa somente pela maneira em que ela se expressa. No aspecto regional, pessoas com sotaque nordestino, nortino, mineiro e sulista são geralmente vistas como “pouco inteligentes” ou “preguiçosas”. No aspecto social, pessoas que não tiveram acesso a boa educação ou de áreas periféricas são, por meio de seus dialetos, associadas como “erradas” e “burras”. A comunidade surda também é afetada, pois as vítimas sofrem constantemente de exclusão severa por utilizarem Libras (Língua Brasileira de Sinais) para comunicação.

Para que haja intervenção na prática do preconceito linguístico, é necessário que órgãos governamentais e instituições escolares reforcem leis como a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei Cáo através do monitoramento em redes sociais e - especialmente com a atuação de coordenadores escolares - o financiamento de palestras com objetivo de conscientizar. Assim, futuramente, os resultados serão de uma sociedade mais respeitosa e empática pela fala do próximo.