Preconceito Linguístico
Enviada em 02/10/2026
Manoel de Barros, poeta modernista brasileiro, desenvolveu a chamada ‘‘Teologia do Traste’’, caracterizada pela valorização de elementos frequentemente ingnorados pela sociedade. De maneira análoga, observa-se que o preconceito linguístico configura-se uma questão negligenciada, uma vez que seus efeitos não são debatidos no contexto nacional. Nesse panorama, cabe enfatizar duas fontes para esse problema: lacuna educacional e naturalização do comportamento.
Em primeiro lugar, é importante destacar a falha educacional como promotora do problema. Nesse viés, o escritor Paulo Freire na obra ‘‘Pedagogia do Oprimido’’, critica o conteudismo escolar, afirmando que a escola precisar romper com os métodos ultrapassados que nublam a percepção do indivíduo sobre os entraves sociais. Dessa forma, a ideia do educador vai de encontro ao comportamento de muitas instituições escolares, que negligenciam atividades educativas acerca das variedades linguísticas ao adotarem uma perspectiva de ensino tradicional que não emancipa o indivíduo para viver em coletividade.Sendo assim, essa postura dificulta construção de uma visão crítica e respeitosa sobre a diversidade linguístiva, o que contribui para a manuntenção de preconceitos contra diversas formas de expressão.
Ademais, é imperativo ressaltar a a normalização de práticas discriminatórias como potencializadora da problemática. De acordo o filósofo Adolfo Vasquez, a frequência de um determinado evento ocasionaria sua naturalização. Nesse contexto , a repetição do preconceito linguístico na sociedade brasileira contribui para sua banalização, uma vez que comentários depreciativos, correções constrangedoras acerca dos diferente uso da língua são vistos como comuns. Consequentemente os indivíduos que se expressão diferente da norma-padrão são marginalizados sofrendo restrições de sua participação social.
Portanto, atitudes devem ser tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, é necessário que o ministério da educação, orgão responsável pela educação no páis, promova projetos educativos sobre o preconceito linguísticos nas escolas. Tal ação deve ser feita por meio de palestras e rodas de conversas com a circulação acerca da diversidade da língua, a fim promover o respeito a diferentes formas de express