Preconceito Linguístico
Enviada em 02/11/2018
É indubitável que o preconceito linguístico encontra-se enraizado no meio social. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados: A origem da ignorância linguística e a xenofobia alimentada pelos meios de comunicação.
Primordialmente, é sensato salientar a célebre frase de sócrates “Existe apenas um bem, o saber, e apenas um mal, a ignorância” Uma vez que, erroneamente, determinadas pessoas alimentam o seu preconceito tendo como parâmetro a região onde vive, depreciando as outras demais manifestações de um mesmo idioma. No Brasil, percebe-se majoritariamente a depreciação da cultura nordestina por seu rico dialeto e sotaque marcante.
Ademais, convém frisar que grande parte da caricatura criada em volta da cultura nordestina se dá por influência das grandes mídias que sempre retratam o nordestino como alguém pobre, sem estudos e em uma região com escassez de água e suprimentos em contraste com sulistas e/ou sudestinos que são sempre postos como pessoas aparentemente cultas e com boas condições de vida. O antagonismo da figura nordestina nas tramas novelísticas influi mesmo que indiretamente na perpetuação do conceito de que uma região é superior a outra através de esteriótipos que nem sempre condizem com a realidade.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática. É imprescindível que o MEC em parceria com as principais universidades do país formulem um curso elaborado para todas as idades compreenderem as diferentes culturas e formas de expressão de um mesmo idioma no território nacional. Além disso, é de grande importância que os principais veículos de comunicação visem destruir os esteriótipos criados em cima de determinadas regiões, redes sociais como o facebook e youtube são de grande influência no processo de conscientização da população por conta do fácil acesso à elas. Com isso, poder-se-á afirmar que os envolvidos oferecem mecanismos exitosos para o fim do preconceito linguístico.