Preconceito Linguístico
Enviada em 05/10/2018
Em 1500, quando os Portugueses habitavam as terras brasileiras, houve uma grande dificuldade de comunicação com os índios. Entretanto, foi criada a literatura jesuítica, para compreender os textos produzidos pelos jesuítas e com o objetivo de converter e educar os indígenas. No entanto, foi gerada uma problematização, pois o preconceito linguístico tomou forma neste período da colonização, persistindo até hoje. Nessa perspectiva, esse desafio da descriminação, devem ser superado de imediato para uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal do desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição da economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil, tenha um sistema de ensino público eficiente. Contudo,a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no preconceito linguístico que está atrelado à segregação social pois a classe dominante valoriza a norma culta e desprestigia os falares de classe mais baixas.
Outrossim, a esse respeito o escritor nordestino Ariano Suassuna, ressalta que a “grafia é uma conversão, ninguém fala de acordo com escrita.” Sobre esse viés, é de extrema necessidade que nas aulas de português devem ser ensinar e valorizar as variantes linguísticas.
Sobe está ótica cabe ao Ministério da Educação promover palestras e debates em faculdades para conscientizar os jovens sobre a diversidade linguística. Ao Governo Federal criem programas televisivos que desconstruam visões estereotipadas sobre o uso linguístico regional e fiscalizem em casos graves, a aplicação de multas ou prestações de serviços comunitários aos indivíduos que reprimirem ou desumanizem a expressividade linguística dos falantes. Dessa forma, o Brasil poderia superar o preconceito linguístico.