Preconceito Linguístico
Enviada em 06/10/2018
A Carta Magna de 1988 – lei fundamental e suprema do Brasil – afirma que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. Todavia, a lei no papel se difere da sua prática, ocasionando, assim, uma problemática grave, pois a língua é um dos meios mais importantes para a convivência em sociedade. Por isso, é imprescindível que a escola e a sociedade usem toda a sua influência para o combate ao preconceito linguístico.
É importante ressaltar que, não existe o “certo” ou o “errado” em um determinado modo de falar relacionado a outro. É válido que, as escolas tragam o preconceito linguístico como pauta em sala de aula, a fim de que os alunos possam perceber que não existe uma superioridade linguística, pois a transformação da língua é algo constante, que é vista desde a época do Brasil Colônia até os dias atuais. Sendo assim, o respeito e empatia pelos modos de falar alheios devem ser mantidos, com a finalidade de cumprir a função social da língua.
Além disso, a colonização brasileira originou uma grande diversidade étnica, cultural e social. Com isso, os reflexos dessa diversidade são vistos até a atualidade, uma vez que o Brasil apresenta um alto índice de desigualdade social, e também uma grande extensão territorial, possibilitando ainda mais o preconceito linguístico. Por isso, é importante a preservação da língua, pois a mesma é um patrimônio cultural indispensável para a conservação da memória e identidade de um povo.
Urge, portanto, a necessidade do combate a esse preconceito linguístico. Logo, cabe ao Ministério da Cultura juntamente com os meios midiáticos, promover debates e palestras sobre a variedade linguística no Brasil, a fim de que a sociedade entenda que a nação é composta por diferentes povos e culturas. Ademais, é de suma importância que as escolas criem projetos com o intuito de sensibilizar os alunos e também a sociedade, para que esses não se sintam excluídos em sua própria pátria, como afirma a Constituição Federal de 1988.