Preconceito Linguístico

Enviada em 06/10/2018

Uma discussão marca a sociedade há anos, bipolarizando as opiniões dos brasileiros: biscoito ou bolacha? Quem promove esse debate esquece que depende do lugar aonde se diz, pois, em um país com grande diversidade cultural, a maneira de como se dizer algo pode variar sem mudar sem variar a raiz da palavra, não tendo um jeito como certo ou errado, pois a diferença é o que caracteriza o Brasil.

No país impera um problema relacionado à essa característica da língua: Uma elite querer impor uma norma padrão na fala. Desde o século XIX, os parnasianos criticavam toda a forma de linguística que não era erudita, o que foi amplamente combatido pelos modernistas, porém, mesmo depois de 200 anos, ainda dá resquícios de uma cultura parnasiana, que quer impor um modo de falar ao brasileiro negligenciando a multifacetada da  língua portuguesa.

Por conseguinte, ocorre uma segregação linguística daqueles que falam “errado”. Muitos sofrem bullying por não usar expressões que estão de acordo com a norma culta. Um exemplo é o caso que ocorreu em 2017, em que uma mulher foi corrigida em sua receita médica por ter falado errado, como se não bastasse o médico ridicularizou a paciente em sua rede social. Esse é um dos muitos casos que precisa ser combatido no Brasil, pois negar a divergência do linguajar é negar a identidade brasileira.

Em vista disso, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É de suma importância que a escola assuma seu papel diante desse problema, promovendo a conscientização de que a diferença no jeito de falar é a característica essencial para a manutenção da cultura, através de debates entre professores e alunos fora da sala de aula, como uma atividade extracurricular entre os turnos da escola. Assim, a discriminação à aversão desse caráter cresça com a próxima geração, criando um futuro que respeite às diversidades da língua brasileira.