Preconceito Linguístico

Enviada em 06/10/2018

A ideia que a língua falada deve seguir exatamente a gramática normativa se tornou um mito que prevalece até hoje em nossa sociedade, ocasionando uma série de problemas e constrangimentos que atinge uma grande parcela da população. Sem se preocupar com aspectos históricos e regionais, ocorre no Brasil uma série de intitulações que colaboram para a coerção social, agravando vários outros aspectos. Portanto, tornou-se essencial buscar meios para amenizar os impactos do preconceito linguístico na sociedade brasileira.

É indiscutível que as instituições de ensino muitas vezes apresentam o português como um conjunto de de regras e exceções,logo, o que deveria atuar como um espaço de integração torna-se ainda mais excludente, pois a maioria dos estudantes não possuem acesso a variedade considerada padrão. Por conseguinte, inúmeros acadêmicos sofrem com o bullying, acreditam neste mito e acabam desistindo de seguir a vida acadêmica. Ademais, o preconceito relacionado ao sotaque de regiões específicas também é um agravante nesta situação, por vezes aparecendo como subentendida, entretanto colaborando diretamente para inferiorizar determinadas variações linguísticas.

Ainda convém lembrar que a mídia ridiculariza a todo tempo essas variantes, por exemplo, as novelas da Rede Globo, principalmente, apresentam personagens nordestinos como pessoas rústicas, grosseiras, atrasadas ou pensadas apenas para provocar riso. Segundo Marcos Bagno a língua passou a ser subordinada a gramática ao invés da gramática representar a língua usada atualmente.

Mediante ao mencionado e na tentativa de revertê-lo, às escolas devem criar projetos que visem valorizar a pluralidade linguística, mostrando aos seus alunos a riqueza da diversidade e que em um país tão rico culturalmente é inviável valorizar apenas os grupos sociais dominantes. Além disso, a atuação do ministério da cultura deve em canais de televisão com campanhas defendendo a linguagem popular seria de grande valia.