Preconceito Linguístico

Enviada em 07/10/2018

O preconceito linguístico existe desde que, em algum momento da história, a língua começou a ser confundida com a gramática normativa, enquanto uma é utilizada no cotidiano, outra é utilizada na escrita, por conta dessa confusão, diversas situações preconceituosas em relação a forma que cada indivíduo comunica-se  podiam ser observadas na sociedade. Ainda nos dias atuais, essa situação apresenta-se com grande constância, o que indica um problema preocupante, no qual uma parcela da sociedade é extremamente preconceituosa quando o assunto é a linguística. Diante dessa situação, urge que o Governo Federal compreenda as causas da mesma, e que em sequência apresente soluções para o problema.

Em primeira análise, é possível atribuir a ocorrência do preconceito linguístico, a incapacidade de alguns indivíduos de compreender os motivos da existência dessa variação. A construção da identidade do Brasil é extremamente diversificada, com a presença de muitas culturas diferentes em suas raízes, por conta disso, o povo brasileiro é multicultural, seria tolice pensar que o modo de falar escaparia dessas diversas influências externas que a nação brasileira sofre desde seu Período Colonial. A situação apresentada acima, é representada pelo escritor e biólogo moçambicano, Mia Couto, em sua seguinte citação:“O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a nossa capacidade de produzir diversidade. E essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje.“

Em segunda análise, é fundamental observar que o preconceito linguístico é um atendado ao direito de cada cidadão a se expressar, causando constrangimento a quem passa por tal situação. Essa violação a um direito básico do ser humano, expressar-se, ocorre por conta da falta de noção jurídica, e como consequência, alguns indivíduos não respeitam diversidades. Esse contexto extremamente preocupante é repudiado por ,Charles Evans Hughes, quando o mesmo diz: “Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.” Infelizmente, uma parcela da população parece não ter noção do quão importante é a liberdade para o desenvolvimento humano.

Portanto, diante de tudo que foi exposto previamente, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, juntamente com com a mídia, traçar um plano que combata e diminua consideravelmente o preconceito linguístico. Primeiramente, é essencial que a Rede de Ensino seja o local, no qual a variedade linguística deve ser aceita e respeitada pelos professores, dando assim um exemplo a seus outros alunos, e também, que propagandas sobre o assunto, conscientizando o telespectador, comecem a circular nas mídias. Com a tomada das ações apresentadas acima, o respeito a liberdade e a diversidade aumentariam, e o preconceito linguístico diminuiria no Brasil.