Preconceito Linguístico
Enviada em 03/11/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. Contudo, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário quando a questão do preconceito linguístico. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contorno específico, em virtude da ausência de conscientização do corpo social em relação ao respeito ao próximo, bem como o entendimento da variedade linguística no país. Diante disso, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quandro.
Convém ressaltar, a princípio, que o Brasil teve diversas influência na formação da identidade nacional, como a dos colonizadores, imigrante, e dos povos indígenas o que caracterizou uma variedade na fala dos indivíduos, portanto, sendo necessário a criação de uma norma culta padrão. Nesse sentido, hodiernamente, algumas pessoas por terem mais conhecimento sobre essa norma praticam discriminação contra cidadãos que não utilizam essas regras na fala ou que não possuem muito conhecimento dessa, seja pela falta de acesso a escolaridade ou por ter o modo de se comunicar devido a influência regional. Por conseguinte, essa pratica de preconceito rompe com a tese defendida pela Declaração dos Direitos Humanos, haja vista que esse prejulgamento carateriza um irrespeito descomunal ao próximo.
Outrossim, segundo o Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e condições de que depende. De maneira análoga, é preciso que o corpo social conheça mais sobre a diversidade linguística do país, desse modo, entendendo que cada indivíduo tem uma forma de se comunicar e quando esse não utiliza a norma culta ou tem como predominância o sotaque da sua região teve ser respeitado na forma como se expressa. Dessa maneira, conscientizando a população que quando uma pessoas fala de forma diferente da sua, esse não tem o direito de zombar, ridicularizar, ou até mesmo segregar outro devido a essa diferença.
Logo, é crucial que o Ministério da Educação crie um projeto para ser desenvolvidos nas escolas o que promova palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas sobre a diversidade linguística, bem como a importância de se repeitar a todos. É imprescindível, ainda, que os docentes criem peças teatrais para serem apresentadas pelos próprios alunos sobre os diversos da cultura brasileira mostrando como os sotaques e a forma de se comunicar muda de uma região para outa. Assim sendo, contribuindo para que a sociedade olhe de forma mais otimista para a diferença,pois, como constatou Hannah Arendt " A pluralidade é a lei da terra".