Preconceito Linguístico
Enviada em 09/09/2019
Plurilinguismo multifacetado
“O preconceito linguístico está ligado em boa medida à confusão que foi criada no curso da história, entre a língua e a gramática normativa.” Com esse pensamento o linguista Marcos Bagno evidencia o imbróglio como fator decisivo de exclusão social na contemporaneidade.
É tácito que o DNA humano é o mesmo em todas células do corpo, mas se difere em suas manifestações locais mantendo eficiência funcional, assim, sendo o Brasil um dos países mais miscigenados do planeta, destacam-se as diversas particularidades no contexto regional, etário, social e histórico. Ressignificando nesse sentido, as constantes mutações da linguagem, visto que, a mesma não depende de classe social ou nível de escolaridade e assim como o ácido desoxirribonucleico, contém as instruções necessárias ao bom funcionamento do diálogo entre os povos.
Majoritariamente, “o domínio da norma culta é instrumento de ascensão social,” mediante a isso, Bagno acentua o preconceito linguístico como fator de desigualdade; atrelado a esse contexto, a língua encontra-se multifacetada a estrutura e aos valores da sociedade, conferindo as vítimas problemas de sociabilidade e até mesmo distúrbios psicopatológicos. Outrossim, quem tem dificuldade de se expressar ou um “sotaque” diferente torna-se alvo de discriminação.
Por fenecimento, urge que o governo passe a investir na universalização do ensino por meio da arrecadação de impostos, além de construir bibliotecas públicas nas cinco regiões e acervo digital para smartphones, levando acesso as diferentes faces do plurilinguismo nacional; e a mídia deve rechaçar os esteriótipos rotulados aos personagens que soam como"certo" ou “errado”, passando a lançar campanhas que segreguem o preconceito linguístico. Afinal, “O resultado mais sublime da educação é a tolerância,” como assim afirma a escritora americana Helen Keller,