Preconceito Linguístico

Enviada em 02/11/2018

Durante a colonização do Brasil, os portugueses impuseram a língua portuguesa como língua oficial, pois estavam diante de um preconceito com os inúmeros dialetos indígenas e africanos. Com isso, é evidente que o preconceito linguístico está presente desde a colonização, o qual torna-se um problema para os indivíduos não pertencentes a linguagem oficial, como também, para a intolerância interna de falantes do mesmo idioma, mas de regiões diferentes do Brasil.

Primeiramente, é importante ressaltar que uma língua viva sofre constantes flexões fonéticas, morfológicas e sintáticas, principalmente em um país como o Brasil que desde a colonização manteve informalmente cerca de 200 idiomas diferentes, mesmo que de maneira oral. Dessa forma, é possível destacar que a intolerância continua enraizada na atualidade, pois é supervalorizado apenas a norma padrão da língua. Com isso, é nítido que o preconceito é um problema, porque enquadra superioridade a determinados padrões da língua, o que muitas vezes gera humilhação ao receptor.

Além disso, o Brasil possui preconceitos entre os próprios falantes da linguagem oficial, o português, porque diferentes regiões criam suas gírias e sotaques únicos. Dessa maneira, é notável que o preconceito colonial tornou-se uma enorme intolerância, pois simples flexões do mesmo idioma são suficientes para emitir discriminação ao outro indivíduo. Ademais, Albert Einstein se faz presente, pois afirmava que é mais fácil desintegrar um átomo a um preconceito, e de maneira análoga, o Brasil ainda não conseguiu vencer a intolerância.

Portanto, é possível solucionar esse problema por meio de educação. Por isso, o Ministério da Educação deve implantar sociologia como matéria obrigatória desde o ensino fundamenta, para que seja desenvolvido os direitos e deveres do cidadão, como também, incentive o respeito ao próximo, por meio de trabalhos escolares e palestras para toda comunidade escolar. Assim, a longo prazo, o Brasil poderá ser um país sem preconceito, onde o respeito será construído desde as crianças para que os homens não sejam castigados pela falta de educação com o próximo.