Preconceito Linguístico

Enviada em 02/11/2018

Na Roma antiga, o preconceito linguístico era muito presente, afinal, acreditava-se que aqueles que não falavam latim eram bárbaros. Atualmente no Brasil, não é diferente. Porquanto, muitas pessoas, em sua maioria de classes sociais mais baixas sofrem com esta discriminação por sua maneira de pronunciar ou escrever palavras, que é considerada errada ou incomum.

Primeiramente, é preciso destacar a impunidade nessa questão. Embora seja um tema abordado com frequência em redes sociais e palestras, o preconceito linguístico não conta com uma punição adequada e torna-se motivo de piada para pessoas desinformadas e mal intencionadas, como foi o caso do médico que viralizou na internet após zombar de seu paciente que disse estar com ‘‘pileumonia’’.

Além disso, o contexto atual encontra grande conexão com a obra ‘‘Modernidade Líquida’’ de Zygmunt Bauman, que crítica o individualismo do ser humano na pós modernidade. Não somente, Bauman defende que é o século da falta de empatia, já que para se colocar no lugar do outro é preciso deixar o individualismo de lado. Logo, essa liquidez que influi nas relações, funcionam como um empasse para a resolução do tema em questão.

Portanto, é necessário mudar o conceito de certo e errado da sociedade quando se diz respeito á língua/linguagem. O Ministério da Educação deve promover conscientização nas escolas, mostrando a diversidade linguística, sendo um ótimo exemplo a utilização do personagem Chico Bento, da Turma da Mônica, nas escolas infantis. Afinal, já dizia Emmanuel Kant que o ser humano é o que a educação faz dele.

Tanto quanto, o poder legislativo brasileiro juntamente com o judiciário, deve criar uma lei específica para punir quem praticar preconceito linguístico e assegurar o cumprimento da mesma, gerando reclusão e multa, se necessário. E, assim, sanar a ocorrência do ato no Brasil.