Preconceito Linguístico
Enviada em 03/11/2018
No convívio social brasileiro, partes consideráveis da população apresentam algumas variações linguísticas. Nessa conjuntura, grande parcela dos que exibem um sotaque diferente - baseado em suas regiões de origem - sofrem com o preconceito imposto por determinadas massas. Indubitavelmente, a língua responsável por criar laços entre os grupos sociais servindo dde sustentação para um bom convívio, já que através dessa se exercita a interação social. Porém, saber separar a língua da gramática normativa ainda se mostra desafiador, o que vem reforçando movimentos intolerantes, contribuindo, no aumento do preconceito linguístico no país.
Em primeira análise, vale destacar que, embora os brasileiros sejam falantes da língua portuguesa, seu regionalismo forte predomina sobre o contexto dando-lhe caráter único, histórico e hereditário. Tal premissa demonstra que a linguagem sofre diversas mudanças, contudo continua preservando seu contexto não desfalcando sua ideia e significado. Nesse sentido, a gramática normativa vai de encontro à língua falada, impondo, em muitos casos, suas regras que, para alguns, desfavorece a hereditariedade com relação à fala presente nas demais regiões.
Para Voltaire, filósofo francês, o preconceito linguístico é opinião sem conhecimento. Com base nisso, é notório que o padrão criado para idioma falado e escrito não respeita a língua como agente modificador, visto que a intolerância presente em uma classe que se diz superior, desfavorece as demais presentes no território brasileiro. Logo, desmistificar essas variações contribuiria para um maior exercício da cidadania, tendo em vista que seu combate auxiliaria para reintegrar a sociabilidade de muitos, que se tornam reclusos diante de tal atrocidade.
Destarte, para que os desafios de se combater o preconceito linguístico sejam revistos e trabalhados, é necessário que a língua não seja uma ferramenta de exclusão. Logo, cabe ao governo, em parceria com o ministério da educação, tornar acessível, através de suas aulas pautadas - com slides, gincanas e cartilhas - a importância de se respeitar a fala regional, para que, dessa forma, a solidariedade se sobressaia frente ao preconceito. Outrossim, cabe a mídia ampliar, através de suas propagandas, a importância histórica presente na fala para a construção social do país. Por fim, cabe a todos tornar o respeito um hábito de base, para que esse sirva de influência para se sobressair perante as diferenças do dia a dia.