Preconceito Linguístico
Enviada em 03/11/2018
O Brasil sofreu um processo de colonização no qual a língua portuguesa foi imposta para grupos indígenas com línguas distintas, somado a isso, com a vida de Italianos, Holandeses, Africanos, foi-se criando uma língua com inúmeros variantes. Entretanto, é fato que no hodierno, tais variantes nem sempre são respeitadas, devido, principalmente, a intolerância e ao processo de hierarquização linguística. Perante essa realidade, mostra-se necessário a erradicação do preconceito linguístico.
Nesse contexto, percebe-se que o processo de hierarquização linguística promove um preconceito contra as variantes que se distanciam mais da normativa linguística, ou seja, aqueles que falam diferente do que é considerado formal e correto é inferiorizado socialmente. Exemplo disso, foi o caso do médico Guilherme Capel, que debochou do seu paciente nas redes sociais por não falar “corretamente”.
Ademais, mostra-se necessário destacar que a falta de conhecimento da existência das diversas variantes linguísticas leva ao preconceito. Prova disso, é a afirmação de Marcos Bagno em seu livro “Preconceito Linguístico: O que é como se faz”, no qual ele argumenta que não existe forma correta de se falar, ou seja, o conhecimento da gramática normativa é apenas um instrumento de distinção e de dominação pela população culta.
Dessa forma, percebe-se a necessidade de erradicar o preconceito linguístico. Sendo necessário para isso que o Ministério da educação promova palestras na escola com a participação de toda a comunidade docente e discente bem como com os pais, apresentando as diversas variantes linguísticas e a necessidade de respeitá-las. Também é válido que os órgãos governamentais promovam, nas redes sociais, campanhas sobre o preconceito linguístico, destacando que não exite forma correta de se falar. Assim, será possível suprimir o preconceito linguístico existente no Brasil.