Preconceito Linguístico
Enviada em 22/11/2018
O Brasil é um país de grande extensão territorial, e isso se comprova ao analisar qualquer mapa. Mas, além de vasto em extensão territorial, a nação brasileira é dotada de uma mescla de descendências, que resultaram numa população extremamente heterogênea. Além das diferenças históricas que compõem o mosaico que é a população deste país, ainda há de se ter em mente as diferenças intelectuais, visto que, segundo o IBGE, vinte milhões de brasileiros hoje ainda são analfabetos. Isso gera uma óbvia diferenciação nas formas de falar e compreender o português, que acabam por criar preconceitos linguísticos por falta de compreensão daquele que o exerce.
Muito daquilo que embasa o preconceito linguístico se deve a dificuldade brasileira em compreender a diferença entre gramática e língua falada. O povo carece de entender que não é apenas aquilo que se aprende na escola que é válido como forma de expressão. O “oxi” do nordeste, o “bah” do sul, são todas formas de expressão tão válidas quanto a linguagem gramaticamente correta, desde que aplicadas no contexto apropriado.
Assim sendo, afim de suprimir o problema do preconceito, e gerar a aceitação das diversas formas de expressão linguística, uma campanha publicitária financiada através de fundos governamentais, idealizada pelos ministérios da cultura e do desenvolvimento social, se faz necessária. O intuito da campanha há de ser levar entendimento sobre o tópico à população geral, para que entendam o assunto, e possam ver que por trás do seu preconceito estava apenas a ignorância. Afinal, como disse Sócrates: “sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”.