Preconceito Linguístico

Enviada em 27/11/2018

A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como objetivo fundamental reduzir as desiguadades regionais. Todavia, desde a chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, a diversidade linguística tem sido um marco, no entanto, essa variação linguística tem gerado problemas sociais visto que existe uma grande falta de respeito entre as regiões.

Em primeira instância, é perceptível que as diferenças linguísticas em um mesmo espaço são demarcadas por regionalismo, gírias e sotaques. Nesse sentido muitos indivíduos agem de maneira preconceituosa tornando assim diversas pessoas alvo de piadas ou agressões, geralmente nas redes sociais. Contudo, é contraditório que o preconceito linguístico se mantenha mesmo em uma sociedade formada pela diversidade.

Ademais a língua é, no Brasil, usada como mecanismo de opressão às classes sociais desfavorecidas e a banalização destes atos discriminatórios atuam no Estado como uma mola propulsora da exclusão social. Visto que, muitas pessoas se utilizam da linguagem verbal como uma segregação social, impulsionando as condições socioeconômicas diferentes e reforçando  as desigualdades entre a elite e a massa marginalizada.

Infere-se, portanto, que afim de reverter tais situações, o Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Academia Brasileira de Letras (ABL) instituíssem  projetos que incentivassem uma leitura diversificada, por meio das mídias e escolas, aumentando assim o interesse público e reconhecendo a pluralidade. Com isso assegurando que o Estado Democrático de direito permaneça e estabelecendo na nação brasileira uma cultura inclusiva.