Preconceito Linguístico
Enviada em 10/01/2019
A beleza do Brasil, é sua diversidade cultural. Existe muitas variações linguísticas que compõem o cenário brasileiro. No entanto, por que algo tão rico, com as inúmeras formas da língua, tem se deparado com o chamado “preconceito linguístico”? A resposta para isso merece ser analisada, levando em consideração os seguintes aspectos:
Em primeira análise, percebe-se que, é comum muitas pessoas considerar “engraçado” ou até mesmo “debochar” dos sotaques, dialetos etc, de outras regiões, as quais diferem da sua. O escritor Marcos Bagno em seu livro “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, estabelece uma crítica à forma com a fala dos nordestinos são retratadas nas novelas de televisão, principalmente na Rede Globo. Na qual, o personagem de origem nordestina é, sem exceção, um tipo grotesco, rústico e criado para provocar riso. Dessa forma, tal atitude, tanto de algumas pessoas, como do cenário da mídia televisiva, revela um grau de preconceito, uma vez que, destaca-se as diferentes falas de certas regiões, como nesse caso, do nordeste, de forma pejorativa e, consequentemente, promove a desvalorização e humilhação de quem fala dessa maneira.
Convém ressaltar, em segunda análise, que o padrão normativo da língua também contribuiu para a ascensão da intolerância linguística. Como já dizia o pensador iluminista Voltaire, “o ser humano tem dificuldade de aceitar aquilo que é diferente do que julga ser o ideal”, isto é, muitos acabam por discriminar aquelas que não seguem “corretamente” o padrão culto da língua, por julgarem ser o único. Entretanto, mais uma vez, o próprio escritor Marcos Bagno afirmou em seu livro que a norma padrão não é a única, existem os variáveis modos de expressões linguísticas, que devem ser respeitadas e enxergadas, não como um problema, e sim como um valor cultural.
Destarte, é inaceitável qualquer preconceito contra as muitas variações linguísticas. Por isso algumas medidas são necessárias, o Governo Federal com o MEC (Ministério da Educação e Cultura), devem, nas escolas, reforçar as disciplinas de História e Língua Portuguesa, por meio de seminários, os quais resgatem os processos históricos de formação da língua brasileira, e aspectos que levem os alunos, tanto do primário, como secundário, a valorizar qualquer forma de expressão da língua. Na disciplina de Língua Portuguesa, é interessante que professores sintetizem a importância de aprender o padrão normativo, mas em esquecer de ensinar sobre as demais variabilidade de falas existentes, por meio de vídeo aulas, com entrevistas de pessoas de diversas regiões, para, assim, conhecer mais as culturas e línguas dos povos. Com isso, o preconceito será amenizado e todas maneiras de expressão da língua será aceito.