Preconceito Linguístico

Enviada em 25/01/2019

No início do seculo XX, o jurista brasileiro Ruy Barbosa, representou o Brasil na Convenção da Haia. Em meio a aristocracia europeia, sua figura foi satirizada devido ao seu páis de origem e suposto linguajar. Todavia ao demonstrar domínio de diversos idiomas e grande inteligência, ganhou respeito imediato da plateia. Já na era moderna, comportamentos semelhantes são presentes, alguns modos de expressão são marginalizados e segregados. Em virtude disso é de suma importância meios para romper com o preconceito linguístico

O idioma nacional possui regionalizações, devido as imigrações e imenso território, dessa forma surgem dialetos. Contudo esse mecanismo linguístico, por vezes é utilizado como meio de reforçar estereótipos e corroborar com preconceitos já existentes na sociedade. Haja vista o jornal, Plantão Alagoas que constantemente, associa a figura do criminoso a gírias utilizadas em zonas periféricas, ao reforçar essa ideia ao telespectador, ocorre uma internalização do preconceito linguístico, pois como diria Joseph Goebbels ministro Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista ´uma mentira contada mil vezes, passa a ser uma verdade´. Diante disso é possível afirmar que a mídia, insere o preconceito sobre o público criminalizando expressões

Ademais o político e economista Suplicy, constatou que, a cultura periférica, em sua fala na arte ou no simples diálogo, denunciam as mazelas sociais e empecilhos vividos. Sendo assim, conclui-se que o paradigma linguístico alem de excluir grupos e auxiliar na perpetuação violência, também inibe a partipação política e as manifestações de tais grupos, pois quando a mídia associa certo modo de comunicação ao crime, a voz desse meio é inibida, vista como má perante a sociedade. Por conta disso, nas escolas, os alunos que utilizam o dialeto são ridicularizados, outrossim no mercado de trabalho há uma repressão, prejudicando o desenvolvimento social, profissional e intelectual de tais grupos

Tendo em vista as problemáticas apresentadas, torna-se imprescindível a adoção de medidas para reverter o quadro. O MEC deve criar campanhas publicitárias veiculados ao horário nobre na TV, que mostre a cultura marginalizada e seus anseios, para que estereotipo seja modificado. Em consonância a distribuição de cartilhas pelo Ministério da Cultura em parcerias com ONGs, que mostrem as diversas regionalizações e dialetos da língua portuguesa, criando assim uma interação e aceitação cultural. Assim o preconceito que silencia a periferia, pode acabar e da mesma maneira que Ruy Barbosa ganhou seu devido reconhecimento, os grupos suprimidos pelo preconceito linguístico, podem ascender a sociedade