Preconceito Linguístico

Enviada em 28/01/2019

Dizia o pensador iluminista Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele.” Diante da fala do filósofo o ato de educar é o meio mais plausível para solução de qualquer problema. Por exemplo, a questão do preconceito linguístico no Brasil. Essa adversidade se deve à herança sociocultural e à negligência dos representantes sociais ao não resolver essa anomalia o quanto antes.

Desde o Movimento Iluminista, a busca por direitos básicos como a vida, a liberdade e o bem-estar era incisiva. Desse modo, a pretensão pela aquiescência de não ser julgado pela maneira que fala é mais que uma vontade, é uma necessidade. Prova disso são as diversas formas de preconceito e discriminações que as pessoas sofrem mediante o sotaque ou a maneira de falar. Consequentemente, essas pessoas são marginalizadas. De acordo com o site, Educação, no Brasil existe mais de 16 sotaques, como o sulista, mineiro, nordestino, entre outros.

Ademais, é fundamental enfatizar que o combate a intolerância linguística não tem sido uma prioridade para o estado, diante de poucos projetos sociais nas cidades brasileiras. Sendo assim, as pessoas que mudam de cidade são marginalizadas e esquecidas por muitos por causa do seu jeito de falar. Contudo, segundo o professor linguista da Unicamp, Ataliba Teixeira de Castilho, não existe jeito certo nem errado de falar, cada um se expressa da maneira que acha melhor e aprendeu no seu meio social. Dessa maneira, diversos são os prejuízos, como, por exemplo, a discriminação da identidade do indivíduo expressada por meio da fala.

Ante à problemática apresentada governo e sociedade devem agir em conjunto. O corpo governamental na forma do Ministério da Educação deve promover palestras e cartilhas sobre a importância da diversidade linguística, isso deve ser feito em todas as escolas públicas e privadas. Ainda mais, a sociedade tem como dever denunciar qualquer tipo de discriminação e intolerância e educar seus filhos para que sejam mais harmoniosos, respeitosos e tolerantes.