Preconceito Linguístico

Enviada em 08/02/2019

O período conhecido como Brasil colônia teve início em 1530, quando o governo português enviou a primeira expedição colonizadora. A época da ocupação lusitana foi responsável por mudanças significativas como o desenvolvimento da língua, muito diversificada em função das trocas culturais. Essa diversidade, porém, resultou em um problema na comunidade atual conhecido como preconceito linguístico. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a nossa sociedade.

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem estar social. Entretanto, essa educação tem se mostrado ineficiente no nosso país, visto que o ensino público é incapaz de fornecer um repertório de palavras adequado para ser usado no cotidiano gerando uma discriminação contra a parcela da população que não pode usufruir de um bom preparo em uma instituição particular. É inadmissível que após todos esses anos de avanços, isto ainda não tenha mudado.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de atitudes do governo que se mostra incapaz de tomar providências eficientes frente a este obstáculo. “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.”, disse Carlos Drummond de Andrade, poeta modernista. Diante desse contexto, é inaceitável a conduta dos administradores do nosso país, pois acaba expondo uma parcela da população à situações desconfortáveis desnecessárias.

Infere-se, portanto, que o problema é uma grande pedra a ser removida do caminho para o desenvolvimento. Nesse sentido, é imprescindível uma iniciativa do governo criminalizando o preconceito linguístico através da criação de leis com punições rígidas para promover uma menor taxa de discriminação e com isso o bem estar social. “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”, disse Oscar Wilde, poeta irlandês.