Preconceito Linguístico
Enviada em 11/02/2019
Consoante ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado.” O preconceito linguístico não é um problema atual. Desde o século XVI, quando foi imposto pelos Jesuítas, que a língua portuguesa deveria ser única e oficial, essa vicissitude é uma realidade. Hodiernamente, o preconceito linguístico perdura, seja pela lenta mudança de mentalidade social, seja pela influencia da mídia.
Cabe pontuar, em primeiro plano, que o Brasil possui uma ampla extensão territorial e que contribui para a diversidade linguística. Ademais, devido alguns fatores históricos-culturais, o preconceito se encontra arraigado, desse modo os brasileiros acreditam que há uma forma correta de falar. Para William Hazlitt, “o preconceito é filho da ignorância”, seguindo sua linha de pensamento, a falta de conhecimento da população acerca da pluralidade e da diversidade cultural, faz com que o preconceito linguístico seja disseminado, o que resulta em um estereótipo.
Concomitantemente, destaca-se o papel da mídia como um fator determinante da propagação do preconceito. No livro o preconceito linguístico, o autor faz uma crítica à rede globo por sempre retratar o nordestino como atrasado e rústico. Todavia, a mídia como manipuladores em massa tem a responsabilidade de coibir ou propagar a intolerância linguística. Fica claro, portanto, a necessidade do apoio da mídia na desconstrução do preconceito.
Em virtude dos fatos mencionados, torna-se evidente uma tomada de medidas que visem extinguir o preconceito linguístico. Para tal, é necessário que o ministério da educação em parceria com as escolas, promova cursos de capacitação para os docentes, para que seja enfatizado e ensinado nas escolas a importância da valorização da diversidade linguística, com o fito de mudar essa mentalidade preconceituosa e excludente. Outrossim, é necessário que o poder judiciário fiscalize o conteúdo divulgado em novelas, filmes e redes sociais, e penalize caso haja indicio de preconceito linguístico.