Preconceito Linguístico
Enviada em 19/02/2019
O Período Colonial foi marcado por diversas medidas de dominação da metrópole sob a colônia, como vista na Lei do Diretório, a qual os índios deveriam aprender o português, deixando o tupi esquecido. Nesse viés, na sociedade contemporânea, são evidentes os reflexos da colonização na prática do preconceito e, consequentemente, a segregação socioespacial dos indivíduos, violando preceitos éticos e morais da Constituição de 1988. Dessa forma, medidas governamentais são necessária para reverter o cenário de exclusão e garantir a equidade entre todos os membros da sociedade civil.
Mormente, o preconceito linguístico é fruto de um passado histórico de submissão aos colonos, os quais formularam o pensamento de superioridade da língua, ocasionando, séculos depois, a segregação de indivíduos que não seguem o padrão normativo. Desse modo,na obra Pronominais de Oswald de Andrade, o escritor busca romper com o paradigma existente de uma maneira correta de falar, inciando a valorização de todos sotaques e palavras típicas de cada região. No entanto, ainda existe uma discriminação com pessoas do Nordeste, em razão do índice baixo de escolaridade do território e dialetos marcantes, violando o preceito básico da Constituição Cidadã.
Segundo o filósofo Voltarie: O homem insiste em promover discórdia que é de fato cruel e flagela a humanidade. Sendo assim, o preconceito linguístico intensifica o contexto de violência normatizada entre os indivíduos e, por conseguinte, a segregação socioespacial, acarretando na formação de uma sociedade desigual. Outrossim, o fenômeno de rotacismo - troca do r pelo l- também é frequente a exclusão de pessoas portadoras dessa anomalia, revelando a gravidade desse problema no atual contexto.
Torna-se evidente, portanto, que a prática de preconceito linguístico não é recente, mas sim proveniente do Período Colonial, refletindo na violência normatizada e segregação de indivíduos. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, promover a elaboração de uma PEC, que criminalize a ação de discriminação devido a fala, pois viola o princípio de equidade conforme assegurada na Constituição. Tal medida, para se tornar efetiva, deve proporcionar a aplicação de multas e trabalho comunitário, por meio da criação de um ambiente virtual para o recebimento de denúncias, o qual facilite a visibilidade dessa causa. Por fim, esses parametros tem a finalidade de garantir a igualdade e romper com o pensamento arcaico de maneira correta de falar.