Preconceito Linguístico
Enviada em 23/02/2019
Verifica se no Brasil colonial a fusão do português com as línguas nativas e coube aos jesuítas a tentativa de codifica-las. Dessa forma infere-se que o trabalho do jesuíta não se ateve puramente à realidade linguística, uma vez que a descrição dialetal ocorreu, sob as luzes de normas europeias. Assim, a prevalência de determinada corrente em detrimento de outra é uma realidade cristalizada na história do país, acarretando impactos na sociedade.
Primeiramente, é válido salientar que o assédio linguístico é incompatível com a história do idioma lusitano. Pois o português nasce como vertente do latim vulgar falado por a parte mais marginalizada da sociedade da época ,e portanto, estabelecer um padrão na língua é uma tentativa purista e ultrapassada uma vez que a língua é viva e passível de mudanças assim com os seus falantes.
Somado a isso,é importante destacar que o prestigio da norma culta é ferramenta eficaz na segregação social, uma vez que sujeitos os quais possuem maior escolaridade e maior poder aquisitivo se sobressaem sobre aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades. Segundo Bechara- membro emérito da Academia Brasileira de Letras-cada um deve ser poliglota em sua própria língua, isto é, não é necessário se pensar em correções gramaticais e sim em adequação da fala. Diante disso se faz necessário o combate as más línguas do preconceito e da segregação linguística.
Para isso o MEC tem papel fundamental na inclusão de matérias no ensino superior para que os corpos discentes e docentes não apenas retrate o tema, mas o destrinche de forma que os alunos respeitem os mais variados registros. A mídia também se faz essencial na descentralização da variante metropolitana em seus programas para que a maioria dos brasileiros sejam representados. Só assim todos aprenderão a ser poliglota no português.