Preconceito Linguístico
Enviada em 28/02/2019
A variabilidade linguística presente na matriz cultural brasileira.
O idioma sendo um fator de imensa importância para a comunicação e cultura, sofre uma grande variação advinda da colonização, que ocorreu ao final do século XV no Brasil. Todavia, não é somente a variabilidade linguística que está presente na matriz cultural brasileira. O preconceito em grande parte também vem se enraizando com o passar do tempo.
Segundo Marcos Bagno, que em sua obra retratou o preconceito linguístico, é explícito a inexistência de uma maneira certa ou errada na comunicação. Primeiramente, mesmo existindo uma norma padrão vinculado a língua portuguesa - uma forma normativa na gramática que se deve seguir na escrita - o modo de expressão é mutável, recebendo influência da época e adaptando-se ao contexto histórico do falante.
Além do mais, o Brasil contempla cinco regiões, onde estão situados os 26 estados e o Distrito Federal. Cada região tem sua peculiaridade na fala, que forma a identitária local. Simplificando, é essa peculiaridade que possibilita a identificação do indivíduo pertencente a certa localidade. Sendo assim, a exclusão de um grupo levando em conta sua variedade linguística, só confirma a presença do preconceito na sociedade, visto que em um território tão extenso, abrangendo tanta diversidade, chega a ser impossível a padronização na linguagem coloquial.
Em suma, percebesse que essa diversidade na fala é um fator de extrema relevância para a identidade cultural. E é incontestável que o Governo juntamente ao Ministério da Educação devem se atentar a criação de projetos inovadores, que tenham o enfoque de trabalhar com a questão da distinção social existente, por meio de palestras, rodas de conversa nas escolas, além de campanhas para conscientizar a população - exibidas em meios mediáticos nos horários nobres. Dessa forma, há de se perceber o começo de grandes mudanças entre as relações interpessoais e na manutenção da cultura brasileira. Ademais a educação vinda do âmbito familiar é de muito valor para acabar com a exclusão, já que é o primeiro contato que a criança tem para construção social, é fundamental que os pais sempre ensinem os filhos que diferenças existem, mas devem ser respeitadas.