Preconceito Linguístico

Enviada em 15/03/2019

De acordo com a Constituição Brasileira todas as variantes linguísticas devem ser respeitadas. No entanto, a realidade se contrapõe à lei. Isso se evidencia não só na superficialidade das escolas em ensinar e enaltecer as diversas línguas, como também nas relações sociais pautadas por critérios, tendo a forma verbal de comunicação como um deles.

Em primeira instância, é importante ressaltar que no Brasil muitas línguas são faladas. Segundo o IBGE, são mais de 180 dialetos, sendo Libras a segunda oficial. Porém, mesmo com uma grande quantidade de linguajares, o setor educacional pretende centralizar o ensino apenas para a forma padrão e culto. Nesse viés, os outros linguajares parecem ultrapassados e errados, por conseguinte, o preconceito só tende a aumentar. E, infelizmente, a pluralidade e diversidade deixa de ser respeitada.       Ademais, convém frisar que a discriminação abrange diversos setores da comunidade, principalmente nas relações sociais. Consoante o livro “Preconceito Linguístico”, de Marcos Bagno, a convivência está sendo restringida e a forma de falar tem sido um fator preponderante na escolha. Em virtude disso muitas pessoas sentem dificuldade de se adaptar a um lugar diferente da sua origem, pois, o outro não respeita as diferenças. Como dizia, Orlando Villas Boas, as diferenças do outro devem ser respeitadas e não só isso, procurar entendê-las é fundamental. Assim, é primordial que as escolas comecem a tornar normal e importantes todas as demais formas de expressar.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolver esses empecilhos no tecido social. Cabe ao Ministério da Educação em consonância com as escolhas, adicionar na grade curricular disciplinas que ensinam as diversas línguas, incluindo libras, além disso, fazerem palestras com gírias e formas específicas de determinada região, a fim de mostrar que não existe um jeito restrito de comunicação, sendo todos diferentes, com suas peculiaridades, mas corretos. Dessa forma, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.