Preconceito Linguístico

Enviada em 19/03/2019

No século XVI, quando os portugueses chegaram no Brasil para a exploração, eles desconsideraram a cultura e língua indígena, impondo o português aos nativos. Hodiernamente, a situação se repete no Brasil,já que é existente o preconceito linguístico e é imposto a norma culta nas escolas, excluindo as outras maneiras de se expressar.

Nas histórias em quadrinho da Turma da Mônica, de Maurício de Sou\a, nota-se as diversas formas de expressão entre as crianças: o rotacismo de Cebolinha (que troca o R por L), o dialeto caipira de Chico Bento e ainda as gírias dos adolescentes. Na vida real, tais diferenças são vistas como piadas e tratadas como formas inferiores de falar. Pessoas com baixa escolaridade ou por suas expressões regionais são ridicularizadas, principalmente na mídia, que trata tal diferença como piada.

Outrossim, nas escolas é ensinado a norma culta e essa é expressa como única forma correta de falar, gerando assim o preconceito regional, socioeconômico e cultura, onde menosprezam os sotaques das regiões mais pobres, pessoas que não tiveram oportunidades de aprendizado , e músicas como o Rap e o sertanejo, com uma linguagem coloquial.

Portanto, é indubitável a necessidade de mudanças. O Ministério da Educação (MEC) deve proporcionar agentes que instruirão os professores a ensinar a norma culta, além de reforçar que cada indivíduo, região e classe social tem seu modo de expressar, que merece ser respeitado. Ademais, a mídia deve propor em seus projetos a inclusão e igualdade, retirando a imagem de ironia e aversão aos diversos dialetos. Deste modo, o passado é corrigido e não comete-se os mesmos erros dos portugueses.