Preconceito Linguístico
Enviada em 20/03/2019
As variações linguísticas usadas por diferentes grupos sociais, com diferente acessos à educação formal evidenciam uma grande diversidade principalmente na língua falada da sociedade. Há então, variadas formas específicas de falares, utilizados em ocasiões, ou regiões também específicas, que não devem ser consideradas erradas, pois são variações históricas e regionais que caracterizam uma determinada população.
O julgamento depreciativo contra o modo como alguém fala, é chamado de preconceito linguístico e é uma questão extremamente presente no século XXI. A forma como certas pessoas falam, principalmente aquelas que moram em regiões do interior, é alvo de piadas por parte dos habitantes das grandes cidades. Levando-se em consideração os aspectos históricos, a variabilidade linguística é o resultado de um passado que envolveu uma grande diversidade de povos.
Pesquisas comprovam que o preconceito atinge 99,3% do ambiente escolar, onde aproximadamente 40% é o preconceito linguístico. Percebe-se então, que desde a educação primária há um déficit na conscientização sobre as variadas ‘‘formas de falar’’ e como elas deve realmente ser compreendidas.
Conclui-se então, que em primeiro lugar é necessário que haja respeito diante de diferenças relacionadas ao próximo. É também de grande importância, uma maior conscientização sobre a variabilidade linguística nas escolas, para o início de uma geração mais tolerante diante das diferenças. O apoio do governo é essencial, para que essa conscientização não ocorra somente nas escolas, mas para toda a população. Pois, a proporcionalidade direta é matematicamente comprovada: quanto mais se investir na educação, mais serão os resultados positivos.