Preconceito Linguístico

Enviada em 25/03/2019

De acordo com poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, o preconceito linguístico não é um problema atual. Desde a colonização do Brasil essa vicissitude é uma realidade em nosso país. De mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades persistem.

O histórico cultural brasileiro, gerou uma herança rica em variações linguísticas, como consequência de tal, uma variação foi imposta como padrão, gerando discriminação por parte dos falantes da mesma, podemos ver no personagem jeca tatu criado por Monteiro Lobato em sua obra (Urupês), um exemplo do preconceito, pois, é criado um estereótipo pejorativo, apenas pelo modo de falar do povo rural.   Constata-se também que, apesar da língua está em constante transformação, tal impasse é infelizmente recorrente no Brasil, visto que vários indivíduos se consideram falantes mais capacitados e superiores do que outros que compartilham do mesmo idioma. Podendo ser observado no caso do médico Guilherme capel que em suas redes sociais publicou uma infeliz declaração “não existe peleumonia e nem râoxis”. Debochando de um paciente que não sabe falar “corretamente”. Diante do exposto, temos a comprovação de que há um problema e que ele deve ser resolvido.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir à solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Para que isso seja possível, o MEC juntamente com o Ministério da cultura devem desenvolver palestras em escolas, através de entrevistas com vítimas do problema. Tais palestras devem ser web conferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o preconceito linguístico de modo a atingir um público maior, bem como deve-se incluir uma semana cultural onde haverá as variações do idioma em cada lugar do país, organizada pelos professores e alunos, a fim de diminuir a exclusão sofrida por grande parte da população. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições educacionais e sociais desse grupo.