Preconceito Linguístico

Enviada em 28/03/2019

Preconceito Linguístico

Em que se baseia o preconceito linguístico? O preconceito linguístico tem como base a crença de que só existe uma única língua portuguesa digna desse nome, a qual seria ensinada nas escolas, explicada nas gramáticas, falada pelas pessoas e catalogada nos dicionários. No entanto, deve-se lembrar que a língua é mutável e adaptável, então não existe uma forma certa ou errada de falarmos.

O preconceito linguístico está fortemente ligado ao preconceito social, por exemplo, o modo como nordestinos são retratados em livros, novelas, filmes e outros, com a utilização de uma imagem grotesca e atrasada, criada para dar vida somente ao lado cômico e debochado. Se o Nordeste é atrasado, pobre e subdesenvolvido, as pessoas que lá nasceram também devem ser consideradas assim? Caro que não, vale lembrar que todas as variações linguísticas são aceitas, e devem ser consideradas um valor cultural, não um problema.

Outro fator contribuinte para tal preconceito, é a extensão territorial de nosso país, o que gera mais conflitos, em função de um maior número de variações territoriais, temos mais variações linguísticas. Vale ressaltar, que o preconceito linguístico não é praticado somente com pessoas de estados diferentes, muitas vezes pessoas vindas do interior sofrem preconceito dos moradores da capital. Praticado em tom de deboche, o preconceito linguístico pode gerar diferentes tipos de violência (física, verbal e psicológica). Os indivíduos que sofrem com esse tipo de preconceito, muitas vezes adquirem problemas de sociabilidade, ou em casos mais sérios, distúrbios psicológicos.

O combate à liquidez citada inicialmente, a fim de conter o avanço do preconceito linguístico, deve tornar-se efetivo, uma vez que afeta indivíduos na sua forma de se relacionar. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo e comunidade, será possível amenizar tal preconceito, construindo uma sociedade mais fiel aos princípios da constituição.