Preconceito Linguístico

Enviada em 29/03/2019

Em 1922, após a Semana da Arte Moderna, a linguagem popular adentrou o mundo artístico de forma coloquial e livre de regras gramaticais. No entanto, atualmente o Brasil é palco de aversões a dialetos regionais. Nesse contexto, torna-se clara a problemática do preconceito linguístico, seja pela resistência à norma padrão como hábito, seja pelo desconhecimento dos diversos vocabulários nacionais.

A princípio, a difícil introdução da norma culta no meio social, é uma grande agravadora do problema. Logo, assim como no romance de Lima Barreto, Policarpo Quaresma propõe uma lei, onde a língua Tupi é reconhecida como linguajar nacional. Dessa forma, vê-se, que optar por jargões, apenas em momentos específicos, é um grande impasse, que promove o hábito à norma informal e a elitização de um vocabulário fluente.

Ademais, a ignorância quanto às variações linguísticas existentes, é agente ativo no que tange o preconceito. Assim, como canta o músico brasileiro, Caetano Veloso, “Minha Pátria é minha Língua”. Por certo, temos diversas pátrias; entretanto, a pouca difusão desse princípio rompe com essa diversidade, sujeitando sulistas e nortistas a chacotas.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para decair esse problema. Dessa maneira, cabe ao Governo Estadual, por meio das escolas, estimular feiras estudantis focadas nos linguajares regionais, para equipará-los e propagar sua herança, a fim de enriquecer as novas gerações com a pluralidade linguística que os rodeia. Espera-se com isso, firmar a identidade brasileira, tal qual o “Grupo dos Cinco”, almejava.