Preconceito Linguístico

Enviada em 16/04/2019

O modernismo brasileiro, ocorrido no século XX, apresentou uma grande busca e exibição das diversas formas de falar. Entretanto, a cultura do preconceito linguístico predomina na atualidade. Diante dessa perspectiva, deve-se avaliar como as diferenças sociais e a imposição da gramática geram efeitos negativos à sociedade.

Em primeiro plano, a língua é usada como mecanismo de opressão às classes sociais desfavorecidas. Nesse sentido, em virtude do baixo prestígio algumas variações diastráticas (entre grupos sociais diferentes) e diatópicas (de regiões diferentes) ainda são consideradas erradas. Todavia, a função da linguagem é transmitir informações o que vai de encontro com essas discriminações. Desse modo, enquanto a desvalorização das variantes permanecerem muitas pessoas serão excluídos do meio social.

Outro ponto relevante nessa temática é a visão de um português homogêneo e contribui para desculturação. Nesse viés, o período da colonização brasileira, no século XVI, foi marcado por uma forte supressão das outras línguas – africanas, indígenas e europeias - para que a dos portugueses predominassem. Contudo, mesmo com a imposição dos colonizadores o idioma da nação brasileira apresenta uma grande diversidade de influências em sua constituição, além de ser adicionada a outras por conta da dimensão territorial do país. Em vista disso, é contraditório que seja negligenciado a Multicultura que tanto enriquece a nação.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de por fim ao cultivo da intolerância linguística. em razão disso, as escolas devem incentivar uma leitura diversificada, a fim de criar cidadãos que conheçam suas origens. Além disso, o Governo juntamente a mídia devem desmistificar aversão pelas diferenças apresentadas pela língua, objetivando o reconhecimento da pluralidade e variedade que identifica o país. Assim,o povo brasileiro poderá se desvincular de ações ocorridas durante o Brasil colonial e estabelecer uma cultura inclusiva.