Preconceito Linguístico

Enviada em 24/04/2019

O preconceito linguístico deriva-se das demasiadas formas de comunicar-se em um mesmo idioma, tal fato tem raízes  primordialmente de questões geográficas, econômicas e interpessoais, como por exemplo as citadas nas obras do autor Marcos Bagno  “preconceito linguístico: o que é, como se faz?” no qual disserta sobre “vários portugueses em uma só língua” e a maneira pela qual outras culturas as acolhem de forma negativa e exclusiva a sua.

Afim de compreendermos as origens de tais males temos como principal ponto de partida físico as localizações geográficas, como citado em momento anterior. Não tão atônito, um país como o Brasil, maior em extensão territorial da América Latina, contenha em seu acervo um grupo vasto e pluralizado de gírias, sotaques e dialetos vindas do atual momento, já que a língua se molda ao tempo em que vivemos, a exemplo da palavra “tuitar” da rede social Twitter que já está inclusa em diversos dicionários , e vamos até mesmo a variações linguísticas que formaram-se  no exterior, como a palavra “for all” que em tradução livre seria “para todos” em nosso dialeto tornou-se “forró”, aceito normalmente e corretamente em nossa academia de letras.

Ao compreendermos a definição e origem, partimos para o pressuposto das massas mais afetas por tais preconceitos atualmente, sendo elas a região nordestina, principalmente por suas raízes históricas, que as levaram a uma grande miscigenações de etnias. O mesmo acontece na região sudeste, contudo nesse caso vemos um preconceito maior com enfoque econômico, no qual pessoas carentes e semi-analfabetas são menosprezadas por suas formas de expressão oral. O que basicamente poderíamos definir como sendo xenofobia.

Antes de mais nada, como também já mencionado anteriormente, podemos afirmar com eximia certeza de que não existe um português correto, mas sim uma língua formal na qual devemos usá-la em momentos específicos ou gerais, a sua escolha.

Assim sendo, não necessitamos de aulas de português formal em todos os cantos, tornando-a uma fala padronizada e robótica, mas sim de aceitação cultural entre as diversas sociedades. Para que o mesmo ocorra de maneira correta, carecemos de politicas públicas vindas do Ministério da Educação (MEC), viabilizando em suas grades, apostilas e aulas formas de comunicar desde pequeno a todos como a língua falada é rica e não estranha ou subjetiva a exclusão. Toda e qualquer participação presencial de membros da família  em aulas do tipo são eximiamente bem vindas, visando assim o interpessoal do jovem que estará a se formar mais aberto a novas idéias e opiniões desde casa.